Desde 1986

A associação

Fundada em janeiro de 1986, no dia seguinte ao assassinato de Dian Fossey, a Gorilla participa, da forma mais direta possível a partir de França, na proteção dos gorilas e dos outros grandes símios.

A ação da Gorilla consiste em:

A escolha do gorila deve-se à urgência da sua situação. Os perigos que ameaçam esta espécie são a redução do seu habitat e a caça furtiva.

  • financiar ou cofinanciar projetos de conservação ativa em favor dos grandes símios, em estreita colaboração com as autoridades dos países envolvidos;
  • apoiar a ação das patrulhas contra a caça furtiva (compra de material, atribuição de prémios…);
  • proteger o habitat natural;
  • informar e sensibilizar as populações locais (criação de clubes Natureza, compra de kits escolares, plantação de árvores, apoio a rádios ambientais…);
  • apoiar outros programas de conservação dos grandes símios;
  • procurar a verdade sobre as circunstâncias da morte de Dian Fossey no Ruanda.

O fundador

Retrato de Fabrice Martinez, de braços cruzados, junto a um rio
Fabrice Martinez, fundador da Gorilla

«Há polícias muito singulares», cantava o cantautor francês Georges Brassens. Fabrice Martinez, sem dúvida, é um deles, ele que sussurra ao ouvido dos grandes símios. Imaginava-se explorador de terras longínquas e acabou por entrar na Polícia Nacional francesa, por vocação. Mas uma paixão acompanha-o, entranhada no corpo: os gorilas!

Uma mulher admirável, Dian Fossey, lutava no Ruanda para impedir o seu desaparecimento. Foi assassinada, com o rosto marcado por seis golpes de catana, na noite de 26 para 27 de dezembro de 1985, na sua cabana construída a 3000 metros de altitude, no coração do Parque Nacional dos Vulcões, em circunstâncias nunca esclarecidas.

No dia seguinte, Fabrice fundou a associação Gorilla e partiu para o Ruanda, onde montou a sua tenda no sopé de um vulcão, no território dos gorilas-das-montanhas.

Em África, é hoje conhecido como o polícia branco que quer salvar os gorilas. Mas os gorilas tornam-se raros, por causa dos homens que os caçam e que destroem inexoravelmente o seu habitat natural.

Ainda hoje, o antigo comandante da polícia tem uma obsessão: descobrir a verdade sobre a morte trágica de Dian Fossey. Quem matou a célebre primatóloga americana, e porquê? Quarenta anos depois do drama, o fundador da Gorilla está convencido de que a verdade ainda pode vir ao de cima, em certas condições. Testemunhos inéditos e um elemento novo e irrefutável poderão reabrir a investigação sobre a morte de Dian Fossey.

A investigação: o caso Dian Fossey

Dian Fossey, com o rosto iluminado pelo candeeiro a petróleo que está a acender
Dian Fossey

Um livro-testemunho

Fabrice Martinez, sentado numa poltrona, segura o seu livro Le Flic au secours des gorilles
Capa do livro Le Flic au secours des gorilles de Fabrice Martinez

prefácio de Brigitte Bardot

Um dia, muito jovem, Fabrice Martinez escolheu ser inspetor da polícia e protetor dos gorilas. Quando, como ele, se tem o gosto pelo risco e pela aventura, a paixão pela natureza e por todos os seres vivos, o sentido do dever e da justiça, estas duas vocações fazem todo o sentido.

Fabrice Martinez, um polícia fora do comum, reúne as suas memórias de agente (trinta e seis anos de esquadras, dos subúrbios de Paris à Ardèche e ao Vaucluse) e leva o leitor pelas encostas rochosas dos altos vulcões africanos, no rasto dos últimos gorilas-das-montanhas.

Le Flic au secours des gorilles (em francês), Les Presses du Midi, 2017, 239 páginas, 18 €. Prefácio de Brigitte Bardot. Disponível nas livrarias ou junto da editora.

Zonas de intervenção

A Gorilla intervém no Ruanda para a salvaguarda dos gorilas-das-montanhas, mas também no Congo, onde apoia o santuário de Conkouati da Help Congo, que reintroduz chimpanzés órfãos numa reserva integral muito rica em fauna selvagem (chimpanzés, gorilas-das-planícies, elefantes-da-floresta…).

A associação comprometeu-se a apoiar ativamente o Parque Nacional de Kahuzi-Biega, na República Democrática do Congo, onde sobrevivem os gorilas-orientais-das-planícies, ou gorilas de Grauer, subespécie endémica da região do Kivu do Sul. Criticamente ameaçada de extinção, perdeu 77 % da sua população em apenas vinte anos: hoje restarão menos de 4000 indivíduos. É o maior de todos os primatas.

Grupo de guardas em frente à placa de boas-vindas do Parque Nacional de Kahuzi-Biega
À entrada do Parque Nacional de Kahuzi-Biega, com os guardas

No Ruanda, o projeto de ampliação do Parque Nacional dos Vulcões concentra todas as atenções. Está previsto aumentar a sua área em cerca de 23 % (3740 hectares a somar aos atuais 16 000 hectares) para proteger melhor a biodiversidade, reduzir os conflitos entre gorilas oferecendo novos espaços à crescente população de gorilas-das-montanhas e, potencialmente, limitar os conflitos entre as populações e a fauna selvagem em redor da área protegida, com a criação de uma zona tampão de cerca de 6620 hectares. O projeto exigirá a deslocação e o realojamento dos habitantes da zona de ampliação. A Gorilla deseja associar-se aos esforços do governo ruandês e contribuir para o sucesso desta operação, cujo custo total está estimado em 255 milhões de dólares.

Estátua de gorila em frente à placa do Parque Nacional dos Vulcões, Welcome to Kinigi Headquarters
O Parque Nacional dos Vulcões, em Kinigi

Como funcionamos

A Gorilla atua sem intermediários. A sua direção é voluntária e não tem funcionários. Os seus recursos provêm exclusivamente das quotas e donativos dos seus sócios e parceiros.

Ajude-nos a salvar os últimos gorilas

A Gorilla vive apenas dos donativos e das quotas dos seus sócios. A sua direção é voluntária: o seu apoio vai diretamente para o terreno.

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