A investigação
O caso Dian Fossey
Dian Fossey foi assassinada na noite de 26 para 27 de dezembro de 1985 na sua cabana do Parque Nacional dos Vulcões, no Ruanda. Mais de quarenta anos depois, este crime continua a ser um dos maiores enigmas judiciais do século XX.

Para que se faça justiça!

A associação francesa Gorilla foi fundada no dia seguinte ao assassinato de Dian Fossey, em homenagem a quem deu tudo para salvar os gorilas-das-montanhas, até ao sacrifício da própria vida. Prolonga a ação e a ética da célebre primatóloga, cuja imagem e memória pretende defender. É uma associação sem fins lucrativos de vocação internacional, regida pela lei francesa de 1901.
A Gorilla comprometeu-se, a partir de França, a realizar todas as diligências legais para procurar a verdade sobre as circunstâncias misteriosas da sua morte. A identificação do autor ou dos autores deve permitir fazer-lhe justiça.
«O mundo é um lugar perigoso, não por causa dos que fazem o mal, mas por causa dos que olham e deixam fazer.»
Uma investigação fora do comum
É um facto: ninguém desvendou realmente o segredo daquela noite trágica em que Dian Fossey morreu sob os golpes de catana. Vingança de caçadores furtivos, a quem a primatóloga tinha declarado guerra? Homicídio premeditado por um estudante ciumento, ou encomendado por um alto dignitário ruandês que cobiçava as receitas muito lucrativas do turismo dos gorilas? Não faltam hipóteses para tentar explicar este crime, que continua a ser um dos maiores enigmas judiciais do século XX.
Pela primeira vez, Fabrice Martinez teve acesso aos arquivos criminais e a elementos materiais que ainda hoje têm valor de prova. Testemunhas-chave que nunca tinham falado aceitaram contar a sua verdade. Nunca uma investigação sobre a morte da célebre primatóloga tinha ido tão longe.

Após treze anos de uma investigação impossível, o fundador da Gorilla julga ter encontrado as respostas às muitas perguntas que toda a gente se faz.
Brevemente Um relato apaixonante, a publicar num livro-documento.
«Não há processo que resista a uma boa investigação.»
Imprensa e media
Le Monde
Será que as coisas finalmente se mexem?
A 1 de abril de 2026, o jornal francês Le Monde publicou um artigo intitulado «Un indice dans la brume» («Um indício na bruma»). Mais de quarenta anos depois do assassinato de Dian Fossey no Ruanda, a existência de uma prova conservada em França poderá reabrir a investigação.
«Embora não faltem hipóteses, é preciso manter a esperança, porque hoje a ciência permite resolver casos várias décadas depois dos factos.»
— Fabrice Martinez, que conduz as investigações em nome da associação Gorilla
Yann Arthus-Bertrand, Ian Redmond e o Dr. Philippe Bertrand juntam-se à Gorilla na sua luta pela verdade
Antes de um novo encontro judicial, a associação francesa Gorilla recebe o apoio de três personalidades de peso, todas colaboradoras muito próximas de Dian Fossey.
Trata-se de Yann Arthus-Bertrand, célebre académico e fotógrafo francês, que esteve no centro de investigação de Karisoke ao lado de Dian Fossey. Foi o último a fotografar a primatóloga, poucos dias antes do seu assassinato.
O Dr. Philippe Bertrand, último amigo e confidente da primatóloga, encontrava-se no Ruanda quando a sua amiga Dian Fossey foi assassinada. Médico no hospital de Ruhengeri, foi chamado ao local do crime. Foi ele quem verificou o óbito da primatóloga e examinou o corpo, descobrindo cabelos nas mãos crispadas do cadáver. Não se pode excluir que esses cabelos sejam do seu assassino.
Por fim, o Dr. Ian Redmond, biólogo britânico, colaborou com sucesso nas investigações de Dian Fossey sobre os gorilas. Muito estimado pela primatóloga americana, foi designado no seu testamento como administrador da sua fundação.

